Cicinho reza para ser pastor
16/04 - 01h53

Cícero João de Cezare, lateral direito do São Paulo, é conhecido como Cicinho. Por ora. Daqui a dez, 12 anos, quando for um ex-jogador de futebol, gostaria de ser conhecido como Pastor Cícero, da Igreja Batista.
"Peço a Deus que me escolha para levar a Sua palavra a todos os cantos", conta o jogador de 23 anos.
Ele está se preparando. Fez contato com um pastor, indicado por Lúcio Flávio, armador do São Caetano, e vai se dedicar a estudos da Bíblia. "Meus companheiros de estudos serão o Flávio, goleiro do São Paulo, e um júnior do Palmeiras, que ainda não conheço. Ele também é amigo do Lúcio Flávio."
Assim que se sentir mais preparado, Cicinho pretende fazer de seu apartamento no CCT do São Paulo uma sala de orações. "Não vou impedir a entrada de ninguém. Pode vir católico, evangélico, gente de toda religião. O que interessa é escutar a mensagem de Deus." E ateus? "Lógico, esses é que precisam mais."
O jogador leva o ecumenismo a sério. Mirela, sua namorada, é católica, o que não impede um bom entendimento. "Nós conversamos muito e o que interessa é ter uma vida decente. Em Pradópolis, a minha cidade (perto de Ribeirão Preto), não existe a Igreja Batista e quando estou lá, freqüento a Igreja Católica mesmo. O importante mesmo é rezar."
Cicinho reza antes do início das partidas. Não pede a vitória. Apenas que nenhum dos jogadores (não interessa o time) se contunda. Diariamente, reza pelo menos uma hora: ao acordar, na hora de descanso e antes de dormir, durante pelo menos 20 minutos. A conversão foi há dois anos, no Atlético.
"Quando jogava mal, eu afogava as mágoas bebendo cerveja. Se a gente ganhava, a festa era com churrasco e mulherada. Depois, fui conversando com o Lúcio Flávio e percebi que a vida não é só isso. Hoje, tenho muito mais confiança no meu futuro."
A vida dele está nas mãos de Deus. Não acredita em destino e nem em livre arbítrio. Tudo acontece porque a vontade divina decidiu. Até uma pedra no rim expelida na urina. "No dia 7, a gente jogou contra o Alianza Lima.
Acordei com muitas dores e fui para o hospital, das 9h às 15h. O médico já havia decidido que eu não jogaria, mas orei muito e Deus me ajudou. A pedra saiu e eu pude jogar."
Cicinho explica que não deseja o fim da medicina. "Os médicos são instrumentos de Deus. Ele cura através deles. Por isso, sempre haverá médicos."
O filme "A Paixão de Cristo", de Mel Gibson, que conta as últimas 12 horas de Jesus Cristo, impressionou muito o jogador. "Cheguei a chorar. É difícil resistir. A Bíblia fala do sofrimento de Jesus e a gente percebe no filme como ele se doou para nós."
Tamanha devoção não faz com que Cicinho embarque na onda de intolerância da qual o filme é acusado. "O filme coloca a culpa nos judeus, mas a gente não pode esquecer que Jesus poderia ter se salvado. Ele quis morrer para que todas as pessoas se amassem e a gente não deve ficar discutindo quem foi o culpado pela morte Dele. Tem é de praticar o que Ele ensinou."
| Fonte: AGÊNCIA ESTADO |
São Paulo goleia Avaí em amistoso no sul

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Cuca aproveitou jogo para fazer experiências, como a entrada de Gabriel no meio-campo. Tricolor fez 6 x 0.![]()
Do Pelé.Net
SÃO PAULO - Já com sua participação encerrada na primeira fase da Copa Libertadores da América, o São Paulo fez um amistoso para movimentar o elenco e goleou o Avaí, no estádio da Ressacada, em Florianópolis, por 6 x 0.
Ainda sem contar com o volante Alexandre, que se recupera de contusão, o time tricolor não deu chances aos catarinenses e ganhou com gols de Fabão, Gustavo Nery, Cicinho, Jean Elias (contra), Gabriel e Souza.
O técnico Cuca também utilizou a partida para fazer algumas experiências. A principal delas foi o deslocamento do lateral-direito Gabriel para meio-campo. Além de fechar a goleada, Gabriel se movimentou bem, servindo com precisão seus companheiros.
O time poderia ter fechado o primeiro tempo com larga vantagem. Grafite e Luis Fabiano perderam chances claras de gol. Mas quem abriu o placar foi Fabão. O zagueiro aproveitou escanteio cobrado por Cicinho, aos 15min, para, de cabeça, mandar para o fundo do gol.
Aos 32min, Luis Fabiano puxou rápido contra-ataque e tocou para Gustavo Nery que bateu forte para ampliar o placar.
Aos 5min do segundo tempo, Luis Fabiano acertou um ótimo passe para Cicinho que, com um belo chute da entrada da área, marcou um golaço. Foi o primeiro gol do lateral com a camisa são-paulina.
Aos 28min, Velber, que havia entrado no lugar de Grafite, driblou o adversário na linha de fundo e cruzou na área, a bola bateu no zagueiro Jean Elias e entrou.
Aos 38min, Gabriel avançou, tabelou com Danilo e bateu rasteiro, sem chances para o goleiro Pitarelli. Já nos descontos, Souza aproveitou cruzamento de Cicinho e fechou o placar.
AVAÍ 0 x 6 SÃO PAULO
Avaí
Gilberto (Pitarelli); Edílson, Jean Elias, Teio(Marcelo) e Possado; Bidu, Kell, Carlinhos (Eder) e Marquinhos Paraná; Chico e Joelson (Toni)
Técnico: Marcos Paquetá
São Paulo
Rogério Ceni (Flávio); Cicinho, Fabão, Rodrigo e Fábio Santos (Jean); Adriano (Gabriel), Fábio Simplício, Marquinhos (Souza) e Gustavo Nery(Lugano); Grafite (Velber) e Luis Fabiano (Danilo)
Técnico: Cuca
Data: 12/04/2004 (segunda-feira)
Local: estádio da Ressacada, em Florianópolis
Árbitro: Luis Orlando de Souza
Cartões amarelos: Adriano (São Paulo); Jean Elias, Bidu e Toni (Avaí)
Gols: Fabão, aos 15min, e Gustavo Nery, aos 32min do primeiro tempo; Cicinho, aos 5min, Jean Elias (contra), aos 28min, Gabriel, aos 38min, e Souza, aos 46min do segundo tempo